No dia 15 de outubro de 1944, por volta das 15 horas, na Fazenda Grande — também conhecida como Fazenda Comprida, encerrava-se uma vida que se tornaria símbolo de trabalho, fé e união familiar. Há 81 anos, despedia-se o patriarca Manoel Pires de Moraes, figura central na história da Família Pires, descendente direto de Quintiliano Pires dos Santos e Francisca Vieira de Moraes.
Homem de visão e caráter firme, Manoel construiu sua trajetória sobre os valores que transmitiu aos filhos e netos: o amor à terra, a solidariedade entre os parentes e a palavra dada como herança maior. Casou-se primeiro com Genoveva Martins de Souza e, após sua partida, uniu-se a Josefa Sardinha da Costa, com quem consolidou a linhagem que hoje se espalha por tantas regiões do país.
Seu falecimento, registrado como decorrente de hemorragia cerebral, marcou o fim de uma era — mas também o início de uma tradição de memória. Desde então, cada novo ramo da família tem se empenhado em preservar o que ele semeou: a coragem de enfrentar as dificuldades, a fé nos desígnios divinos e o compromisso com a união familiar.
O tempo passou, mas o nome Manoel Pires de Moraes continua vivo nas lembranças e nos corações dos descendentes. As histórias contadas à beira do fogão, os registros guardados com zelo, o projeto do portal e do livro “Família Pires: História e Árvore Genealógica” — tudo isso é testemunho de que o legado do patriarca segue inspirando as novas gerações.
Hoje, ao recordar este 15 de outubro, não celebramos apenas uma data. Celebramos a força de uma família que atravessa o tempo unida pela memória e pela gratidão. Que cada descendente sinta-se herdeiro não apenas do sangue, mas também do exemplo de Manoel — um homem simples e grandioso, cuja vida se tornou raiz e cujas raízes florescem até hoje.
Legado de União
“A morte não encerra — ela transforma.
O que era corpo torna-se lembrança,
o que era voz transforma-se em eco de ternura.
E assim, cada vez que o vento sopra sobre as terras da Fazenda Comprida,
é como se o patriarca sussurrasse aos seus descendentes:
mantenham-se unidos, porque o amor é a herança mais forte que deixei.”
— Clélia Rodrigues
Em memória de Manoel Pires de Moraes, 81 anos de saudades com a união familiar.

