agustinho_luiza
Agustinho Rodrigues Pires e Luíza Jorge Pires (Foto: acervo da Família)

 

Agustinho Rodrigues Pires, nascido em 28 de abril de 1931, em Palmeiras de Goiás, foi o segundo filho de Augusto Rodrigues Filho e Asmira Pires Rodrigues. Casou-se com Luíza Jorge Pires, com quem teve quatro filhos: Gislaine Jorge Pires Zanon, Wellington Jorge Rodrigues, Werter Jorge Rodrigues e Scheila Jorge Pires; além de três netos: Pedro Augusto Freitas Rodrigues, Brenda Rezende Pereira Rodrigues e Ana Clara Rezende Rodrigues.

Nascido e criado na Fazenda Serrano, município de Palmeiras de Goiás, desenvolveu com seus pais a identidade cristã, o valor do trabalho, da fé, da caridade, da família e do dever moral.

Sua mãe generosa e sábia lhe ensinou e ele transmitiu aos seus filhos: “Não se rouba nem uma agulha por melhores que sejam suas intenções!”.

Seu pai Augusto, generoso e de boa-fé, lhe ensinou e ele educou os seus filhos para serem justos, corretos e nunca explorar alguém.

Estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em Palmeiras de Goiás e alguns anos na cidade de Goiás. Formou-se como técnico em topografia, em 1954, pela Escola Nacional de Minas e Metalurgia, em Ouro Preto-MG. Ingressou, em 1957, no Banco da Lavoura de Minas como bancário. Trabalhou como Fiscal Sanitário pela Prefeitura de Belo Horizonte a partir de 1960.

Graduou-se como Engenheiro Agrimensor pela Escola de Engenharia Governador Magalhães Pinto, em 1968. Especializou-se em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Fundação Educacional de MG – Escola de Engenharia Kennedy, e em Sensoriamento Remoto, Aplicações, Sistemas Operacionais de Geoprocessamento e Cartografia.

Aposentou-se, em 1997, como Engenheiro Agrimensor na Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA, onde trabalhou por 30 anos. Mesmo após sua aposentadoria, continuou a ser demandado sobre informações pertinentes dos seus serviços prestados à COPASA, onde foi homenageado por Honra e Mérito pelos relevantes serviços prestados ao Saneamento Básico de Minas Gerais, em 14/11/1980.

Em 1999, mudou-se para Goiânia, onde, a convite do Governador Marconi Perillo, montou, estruturou, coordenou e pôs para funcionar a Junta Administrativa de Recursos e Infrações da Agência Goiana de Transportes e Obras – JARI/AGETOP.

Agustinho cristianizou-se na Igreja Católica, mas dedicou-se ao estudo e às obras caritativas por mais de 65 anos dentro da Doutrina Espírita codificada por Alan Kardec. Foi presidente por muitos mandatos da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus e dirigente da reunião de estudos do Livro dos Espíritos, em Belo Horizonte.

Faleceu aos 85 anos, no dia 02 de julho de 2016, em seu terceiro infarto do miocárdio. Aos 70 anos, sofreu o primeiro infarto do miocárdio, onde foi tratado no Hospital Santa Genoveva, em Goiânia, e participou aos filhos que se Deus lhe desse mais 15 anos de vida já se dava por satisfeito.

Naquela época, esse pedido foi confirmado por meio do seu genro Marcos Tadeu Peixoto Zanon, que havia pedido uma Palavra de Revelação à Deus para o sogro, quando abriu a Bíblia em Isaías 38:1-5:

Naqueles dias Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal; e veio a ele o profeta Isaías, filho de Amós, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás. Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor. E disse: Ah! Senhor, peço-te, lembra-te agora, de que andei diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e fiz o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo. Então veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo: Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos” .

Depoimentos

Luiz Rodrigues Pires, irmão:

Baleia, como Agustinho era chamado carinhosamente pelos parentes, era um ser iluminado, sempre procurou, e se esforçou para unir a família, um irmão dedicado e amoroso, que sua ausência deixou um vazio muito grande, seu exemplo de pessoa será sempre lembrado como cidadão justo, honesto e digno.

Wellington Jorge Rodrigues, filho:

Papai sempre foi um homem do bem, equilibrado, ponderado, centrado, são características que ficarão em mim e que guardarei com muita responsabilidade todos os ensinamentos passados por ele.

Brenda Rezende Pereira Rodrigues, neta:

Vovô Gutino e vovô Luz para mim são sinônimos da mesma pessoa. Desde pequenina, sempre foi cuidadoso, carinhoso, atencioso, um legítimo vovô. Incrível. Por entre meus passos, correndo pelo chão do “altinho” no fundo de sua casa, sempre o carinho, e o sorriso acolhedor desse vô maravilhoso.

Um pai exemplar que ensinou a seus filhos o significado do amor, que os criou para serem as pessoas maravilhosas que são.

Dedicado ao trabalho, a família, aos filhos, e principalmente a Deus, sempre procurou brilhar a sua própria luz. E conseguiu, pois iluminou e trouxe paz para todos ao seu redor.

Então se me perguntar o que penso quando me lembro do vovô Gutino… ah! Apenas luz, paz, mansidão e sentimentos nobres da alma. Uma verdadeira honra ser sua neta. Ele transmitiu grandes ensinamentos sobre a vida. E todas suas palavras me inspiram hoje a me tornar melhor, para onde estiver. Sinto muito orgulho de ser sua neta. Para sempre em nossos corações, as lembranças de todos os momentos, toda força, todo equilíbrio inspirados na sua pessoa.

Obrigada por sido tão exemplar, tão firme e tão maravilhoso para nós vovô. Amamos-te eternamente.

Goiânia, em 3 de outubro de 2016

(Texto elaborado por Wellington Jorge Rodrigues – filho)