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Duarte Pires Sardinha, esposa Nadir Alves e a filha Odília Alves Sardinha (fonte: acervo da Família)

 

Duarte Pires Sardinha nasceu na Fazenda Grande ou Comprida, em Paraúna/GO, no ano de 1934, filho de Affonso Pires Sardinha e de Odília Sardinha da Costa.

Cresceu no interior de Goiás, mas se formou e se projetou no Rio de Janeiro, como profissional qualificado em várias áreas de atuação. No final da década de 1950, Duarte e seu irmão – Antônio Pires Sardinha – foram para a cidade de São Paulo, em busca de trabalho.

Na capital paulista, passaram fome e dormiram ao relento na Praça da Sé. Resolveram ir para o Rio de Janeiro, onde dormiram em frente à escola para vencer a resistência da direção e conseguir a autorização para fazer o exame de admissão. Duarte ficou na cidade carioca e Antonio retornou para São Paulo e conseguiu uma vaga de office-boy na Fábrica Mercedes-Benz, depois foi contratado em definitivo e trabalhou durante toda sua vida.

Na Cidade Maravilhosa, Duarte venceu a luta pelo estudo, graduando-se em Engenharia Civil; logrou êxito no trabalho, com o ingresso no Corpo de Engenheiros da Marinha, mediante aprovação, em processo seletivo, realizado entre os possuidores de curso de graduação em Engenharia.

Constituiu família carioca, casando-se, em primeiras núpcias, com Virgínia Silva e, em segundas núpcias, com Nadir Alves.

Do seu primeiro casamento, teve o filho Duarte Silva Pires “Duartinho”, nascido em 29 de maio de 1957, que é engenheiro elétrico, casado com a Odontóloga e Cirurgiã Dentista, Enila Vieira Ribeiro Pires.

Desta união matrimonial, carregada de amor e paixão, veio ao mundo um neto de Duarte Pires Sardinha, o jovem Vitor Vieira, que é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Do segundo casamento, Duarte teve a filha Odília Alves Sardinha “Lia Alves”, que é solteira, sem filhos, residente também na capital carioca, onde atua como uma zelosa defensora dos animais e da dieta vegetariana estrita.

Duarte Pires Sardinha foi Oficial da Marinha, ocupou o posto de Primeiro-Tenente do Corpo de Fuzileiros Navais. Foi reformado da instituição militar com honras pelos relevantes serviços prestados à pátria, em decorrência de acidente de trabalho ocorrido durante a construção das obras de um porto no Rio de Janeiro, quando a máquina onde trabalhava despencou do andaime dentro de fosso com dezenas metros de profundidade.

Duarte sofreu graves ferimentos, foi atendido e tratado em hospital de excelência, internado durante vários dias na UTI. Sobreviveu, mas o acidente deixou sequelas que o inabilitou para a continuidade do trabalho na Marinha.

Duarte, então, passou a exercer a profissão de advogado, na qual, igualmente, logrou êxito, pela sua inteligência, competência e compromisso com as causas defendidas. O exercício da advocacia o projetou como profissional respeitado nos Tribunais do Rio de Janeiro.

O exemplo do avô certamente inspira o neto Vitor Vieira a seguir carreira nas Ciências Jurídicas, despontando-se como jovem e brilhante mestrando em Direito pela UFRJ.

Duarte Pires Sardinha faleceu em 20 de agosto de 1977, em decorrência de uma queda nos degraus da escada de um apartamento residencial, causando-lhe fratura no crânio, que lesionou de forma fatal o cérebro.

A sua morte deixou todos comovidos e inconformados pela fatalidade de se perder um ente tão querido, tão jovem e cheio de vida, sabendo-se que sobreviveu ao gravíssimo acidente de trabalho na Marinha, mas não conseguiu superar a queda em um acidente doméstico.

Duarte faleceu prematuramente aos 43 anos de idade, deixando a filha Odília, o filho “Duartinho”, a nora Enila e o neto Vitor Vieira, residentes na cidade do Rio de Janeiro – RJ, onde exercem atividades e profissões com dignidade e honra, angariando amigos, relacionamentos saudáveis e produtivos na comunidade carioca.

Dessa forma, está presente o legado de Duarte Pires Sardinha que, efetivamente, serviu de exemplo positivo de vida para a formação e educação dos nossos familiares. Por exemplo, Amélia Pires Sardinha – que é tia de Duarte, irmã caçula de seu pai, Afonso Pires Martins – criou, educou e formou seis filhos, hoje, advogados, biólogo e economista.

Para cumprir a contento o desiderato de formação educacional dos seus filhos, Amélia, como vários outros pais da família do patriarca Manoel Pires de Moraes, aplicou o comando “Vá estudar filho”, sempre acompanhado do exemplo motivador:

– “Faça como o Duarte e seja alguém na vida”!

Depoimentos

Enila Vieira Ribeiro Pires – nora:

O meu casamento com Duarte da Silva Pires, o Duartinho, é cheio de amor e paixão. E o nosso filho Vitor Vieira, além de ter escolhido a profissão do avô – tem muito em comum, aprendeu a tocar violão e piano que nem a gente entendeu. E em línguas é ótimo. A condição de bolsista do CAPES pelo Mestrado em Direito na UFRJ só lhe permite dar aulas. E o faz dando aulas de Inglês, sendo muito requisitado por alunos os mais diferenciados. A sua tia Odília Alves Sardinha me falou que Duarte Pires Sardinha aprendia a tocar instrumentos com muita facilidade e também línguas. O neto está aí!

Cilene Sardinha Pires – formada pela PUCCAMP, residente em Indaiatuba/SP, sobrinha:

Eu sabia muito pouco da família de meu pai Antonio e meu tio Duarte Pires Sardinha, apenas algumas passagens que meu pai me contou, sobre a morte da mãe dele [Odília Sardinha, após o parto do Duarte]; sobre dormir na porta da escola no Rio de Janeiro para poder fazer o exame de seleção, porque eles eram pobres e a direção da escola não queria que eles fizessem. Conheci o Duarte, um irmão muito querido e alegre, o Abílio e o Quintiliano.

O I Encontro da Família Pires, realizado em 05 de dezembro de 2015, no Vivence Hoteis, em Goiânia, que reuniu 280 familiares, registrou homenagem àqueles que, pela sua história de vida, servem de paradigma às atuais e novas gerações, como o engenheiro Sebastião Pires Campos, o engenheiro Elcione Pires Araújo e, em especial, o engenheiro, advogado e Primeiro-Tenente do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, Duarte Pires Sardinha – um herói nacional, orgulho dos familiares Pires.

Goiânia, em 05 de novembro de 2016.

(Texto elaborado por Osmar Pires Martins Júnior – sobrinho, com a colaboração de Duarte Silva Pires – filho)