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José Carlos de Araújo com a esposa Luíza Severino de Araújo e a filha, Anna Carla Severino de Araújo (Fonte: acervo da Família)

José Carlos de Araújo casou-se em primeiras núpcias com Lurdes Lemes de Araújo, com quem teve três filhos: José Carlos de Araújo Júnior, Cristiane Lemes de Araújo (in memoriam) e Cleber Lemes de Araújo, além da neta Letícia Medeiros Val Araújo.José Carlos de Araújo nasceu no dia 10 de março de 1942, na cidade de Anápolis-GO. Foi o segundo de três filhos do casal José Olímpio Araújo e Maria Pires de Araújo.

Em segundas núpcias, contraiu matrimônio com Luzia Severino da Silva, com quem teve uma filha, Anna Carla Severino Araújo.

Zé Carlos (como era chamado pela maioria das pessoas que o conhecia) nasceu em Anápolis, mas passou sua infância em Paraúna, onde seu pai veio a falecer quando tinha apenas sete anos de idade, a partir desta data, juntamente com seus irmãos e mãe, começou a trabalhar para ajudar no sustento da família.

Retornou a Anápolis, onde concluiu o curso de torneiro mecânico, no Serviço Nacional da Indústria – SENAI. Posteriormente, trabalhou no Ministério da Agricultura, em Goiânia. Prestou concurso na Universidade de Brasília – UnB-DF, onde morou no início dos anos 70, por sete anos, sendo depois transferido para o Serviço Nacional de Informações – SNI, onde trabalhou por dois anos.

Mudou-se para Goiânia, convidado para trabalhar nos Refrescos Bandeirantes (Coca-Cola), exercendo o cargo de gerente de produção, até 1987, quando resolveu montar seu próprio negócio, a sua tão sonhada torneadora, onde esteve trabalhando até o ano de 1993. Aposentou-se no mesmo ano e realizou antigo desejo, ao comprar uma fazenda no município de Ipameri. Alguns anos seguintes, ele vendeu a fazenda e investiu em imóvel em Goiânia.

Mas não deixou seu sonho morrer. Em 2003 comprou uma chácara, no município de Cesarina, onde ia frequentemente para descansar e pescar (o seu hobby favorito). Neste mesmo ano, ocorreu um fato marcante em sua vida, a sua iniciação na maçonaria.

Zé Carlos faleceu no dia 1º de abril de 2004, aos 62 anos. É difícil falar dele sem lembrar a pessoa generosa, amorosa, religiosa, amiga, animada, feliz, entre outras de suas qualidades.

Sempre foi uma pessoa cercada de muitos amigos, que estava sempre pronta para ajudar ao próximo, tanto é que mantinha compromisso de doar cestas básicas para famílias carentes.

Era um homem que todo domingo que fosse possível, gostava de ir à missa das oito da manhã em Trindade. Uma pessoa muito religiosa e temente a Deus. Buscava sempre estar em orações, além de ir todas terças-feiras na novela na Matriz de Campinas.

Ele sempre gostou de contar muitas piadas, junto aos amigos então era só alegria. Para ele, a vida era uma festa, sempre que podia fazia churrasco em sua casa e chamava os amigos.

Outra paixão era viajar. Muitas vezes ele saía de Goiânia para almoçar em algum lugar do interior e retornava no mesmo dia para a Capital. Gostava muito de ir pescar, sem contar as inúmeras viagens feitas de carro, pois ele amava dirigir.

Depoimentos

Cleber Lemes de Araújo – filho:

O pouco tempo que convivi com meu pai, grande pai, foi um grande profissional, com o qual trabalhei na torneadora até o dia de sua aposentadoria, e que sua ausência deixou um vazio muito grande.

José Carlos de Araújo Júnior – filho primogênito:

Aprendi muito com meu pai, na dificuldade, na alegria e nos percalços que nos foram concebidos juntos. É uma grande falta que nos faz a sua presença.

Anna Carla Severino de Araújo – filha:

Meu pai era meu herói, meu exemplo, meu espelho, minha vida, e por que não meu mimo; uma pessoa no qual daria tudo para que estivesse até hoje ao meu lado, um exemplo de ser humano a ser seguido, generoso e bondoso de coração; um pai cujos ensinamentos, mesmo tendo convivido somente 10 anos de minha vida com ele, quando pude aprender valores, qualidades e ensinamentos, trago até hoje comigo, e levarei para o resto da vida.

Lembro como se fosse hoje, ele sempre falando que devemos amar o próximo independente de sua raça, cor ou religião, além de sempre ajudar o próximo, pois assim estará ajudando a si próprio; que a amizade verdadeira deve ser guardada para o resto da vida, por que os amigos são a família que escolhemos.

Posso dizer com plena convicção que Deus me deu o melhor pai do mundo, que esteve sempre presente em minha vida, levando e buscando na escola, brincando (adorava fazer cócegas), e sempre que pedia me levava para comer coxinha (minha comida preferida nos anos de vida dele), me amava assim como eu o amava, um amor recíproco e verdadeiro, no qual guardo até hoje em meu coração.

E mesmo que ele não esteja mais conosco em terra, ainda sinto sua presença, pois o amor que recebi dele está eternizado em mim.

Goiânia, em 7 de outubro de 2016.

(Texto elaborado por Anna Carla Severino de Araújo e José Carlos de Araújo Júnior – filhos)