
Leonardo Pires Martins nasceu em 25 de agosto de 1913, na Fazenda Grande, na época município de Paraúna – GO.
Estudou até o 2º ano do ginásio e também fez o Tiro de Guerra, em Silvânia[1]. Era muito bom em matemática.
Homem que comprou terra, ainda solteiro. Depois veio a receber a herança de Manoel Pires de Moraes, seu pai.
Casamento consanguíneo
Casou-se em setembro de 1940 com Dona Ozana Pires Pereira, filha de Manoel Pires Arantes e neta de Francisco Pires de Moraes, que é irmão de Manoel Pires de Moraes, pai do nubente. Portanto, casaram-se os primos entre si, Ozana e Leonardo.
Da mesma forma, a irmã de Ozana, Inocência Arantes Pires, se casou com Quintiliano Pires de Moraes, que é irmão de Leonardo Pires Martins. Têm-se, assim, uma linhagem consanguínea, do casamento entre parentes Pires.
De acordo com o art. 1.521 do Código Civil, os primos são parentes colaterais de 4º grau e não possuem nenhum impedimento legal para se casarem (PIACENTI, 2014)[2].
Da união entre Leonardo e Ozana nasceram seis filhos, com uma geração de cinquenta e quatro familiares:
- Valder Pires Pereira, com três filhos:
1.1 Mariana Mikaely Pires Camargo.
1.2 Isabella Pires Camargo.
1.3 Gustavo Henrique Pires Camargo.
- Sandoval Pires Pereira, casado com Aurora Dias Pereira, três filhos e cinco netos:
2.1 Cenilda Dias Pereira dos Santos, casado com Ademir José dos Santos.
2.1.1 Maicon Dias Lemes.
2.1.2 Murilo José dos Santos
2.1.3 Natália Alves Marinho.
2.2 Suely Dias Pires Pereira Alves, casada com Gabino Alves Toledo Filho.
2.2.1 Otoniel Pires Pimentel.
2.3 Adejar Dias Pereira (in memoriam), foi casado com Geni Pereira Liberal Pires.
2.3.1 Gabriel Pereira Dias.
- Dulce Pires Martins Correia, casada com João Aurélio de Souza Correia, quatro filhos e oito netos:
3.1 Marcelo de Souza Correia, casado com Nisciana Medeiros.
3.1.1 Maria Luíza Oliveira Correia.
3.2 Ângela Cristina Martina Yano, casada com João Yano.
3.2.1 João Yano Neto Hissassi.
3.2.2 Frederico Yano Martins.
3.2.3 Mateus Jhoj Yano.
3.3 Marco Aurélio de Souza Correia, casado com Lívia de Paula Correia.
3.3.1 Arthur de Paula Correia.
3.3.2 Eliza de Paula Correia.
3.4 Rodrigo Leonardo de Souza Correia, casado com Ludimila Bueno.
3.4.1 Ana Júlia Bueno Correia.
3.4.2 Ana Beatriz Bueno Correia.
- Alcir Fagundes Pires Pereira (in memoriam), foi casado com Leila, deixou uma filha:
4.1 Leiane Pereira.
- Fernando Pires Pereira, casado com Sandra Fernandes Ribeiro, cinco filhos:
5.1 Fernanda Pereira Ribeiro
5.2 Suzanne Pereira Ribeiro.
5.3 Karine Pereira Ribeiro.
5.4 Vinícius Pereira Ribeiro.
5.5 Larissa Pereira Ribeiro.
- Marta Pires Pereira, três filhos e dois netos:
6.1 Leonardo Pires Emídio, casado com Caroline de Windsor Gonçalves.
6.1.1 Cecília de Windsor Emídio.
6.2 Jéssica Pires Emidio, casado com Vinícius Gomes.
6.2.1 Oscar Emídio Otani.
6.3 Lucas Milton Pires Emídio.
O Senhor Leonardo levava mantimentos para a Colônia Santa Marta (leprosos), no município de Goiânia.

Construiu na sede em sua Fazenda Comprida, uma casa com dez cômodos. Sempre construiu muitos carros de boi. Fazia porteiras como ninguém. Tinha todas as ferramentas de carpintaria.
Construiu um engenho de cana, com quatro tachos de cobre, onde fazia melado, rapadura, moça branca e açúcar mascavo. Também tinha um alambique, no qual fazia pinga. Vendia os produtos para as pessoas da região e parentes.
Quando seus dois filhos mais velhos, Valder e Sandoval, tiveram que fazer o ginásio, o Sr. Leonardo comprou uma casa em Paraúna. Passado algum tempo, comprou uma casa em Goiânia para todos os filhos estudarem. Sempre manteve residência na Capital.
Dona Ozana Pires Pereira, esposa do Sr. Leonardo Pires Martins, nasceu em 04 de maio de 1923, também na região da Fazenda Comprida. Ela foi a primeira costureira a possuir uma máquina de costura acionável com o uso dos pés. Ainda solteira, costurava para toda família e pessoas da região.
Dona Ozana era uma esposa prendada. Fazia comida muito boa, doces de vários sabores. E o Mané Pelado (bolo de mandioca) era um sucesso com toda a família e amigos.
O Sr. Leonardo transferiu parte de suas terras para o Sr. Benedicto Arystogogo de Mello, para lotear, e assim surgiu a cidade de Acreúna – GO.
A respeito da cessão das terras para criação de Acreúna, Osmar Martins Barros, cunhado de Leonardo, casado com sua irmã Amélia Pires Martins, hoje tabelião aposentado, com a idade de 86 anos, esclarece que parte foi vendida e parte foi doada, mas ambas as transações foram registradas em uma escritura de compra e venda, conforme depoimento abaixo:
[…] Em visita à minha terra natal, de passagem pela Loja de Móveis de Benedicto Arystogogo de Mello, à Rua Gumercindo Ferreira, no Centro da cidade de Rio Verde, nos idos de 1960, quando à época era Tabelião do Cartório do 2º Ofício de Iporá, ouvi o chamamento do próprio Arystogogo para que me mudasse para o recém-criado povoamento de Acreúna. Disse ele: “nós compramos uma parte do Senhor Leonardo Pires Martins e ele doou outra parte das terras, ficando tudo registrado numa só escritura de compra e venda”. […] (BARROS, 2016)
O Sr. Leonardo era um homem íntegro, honesto, humilde, prestativo, educado e ótimo pai. Gostava de contar estórias, que os filhos adoravam ouvir. Conversava com os filhos e dava bons conselhos.
Maria Aparecida de Araújo, filha de sua irmã, Maria Pires de Araújo, ficou muito feliz quando o Sr. Leonardo a convidou para crismar sua filha caçula, Marta Pires Pereira, e esta sempre teve o maior orgulho de ser sua afilhada, que é uma pessoa exemplar, juntamente com seus irmãos.
Maria Aparecida de Araújo, filha de sua irmã Maria Pires Araújo, ficou muito feliz quando o Sr. Leonardo a convidou para crismar sua filha caçula Marta Pires Pereira, e esta sempre teve o maior orgulho de ser sua afilhada, que é uma pessoa exemplar, juntamente com seus irmãos.
Gostava de levar os filhos para conhecer seus irmãos, e sempre todos eram bem recebidos. Levou os filhos para conhecer o túmulo de seu pai, Manoel Pires de Moraes. “Um homem muito simpático na foto que estava na lápide do túmulo”, disseram.
O Sr. Leonardo tinha muitos agregados que moravam em sua fazenda, realizando plantação em terreno que arrendava para o meeiro, isto é, depois de colher a plantação, dividia a colheita com quem lavrou a terra.
A sua neta Suely Dias Pires Pereira Alves relembra uma habilidade que compõe o perfil do Sr. Leonardo, uma pessoa que se preocupava com o bem-estar das pessoas ao seu redor:
[…] O vovô era raizeiro e curou a enfermidade de muita gente com as suas garrafadas […]
O Sr. Leonardo e D. Ozana viveram juntos 58 anos, até que foram separados pela morte do Sr. Leonardo, vítima de enfisema pulmonar, no dia 10 de julho de 1998. D. Ozana viveu muito triste desde então, e veio a falecer naturalmente, em 10 de abril de 2011.
Ribeirão Preto – SP, em 28 de setembro de 2016.
(Texto elaborado por Marta Pires Pereira – filha; com a participação de Osmar Pires Martins Júnior – sobrinho)
[1] O Tiro de Guerra – TG é uma instituição militar do Exército Brasileiro encarregada de formar atiradores e ou reservistas para o exército. Os TGs são estruturados de modo que o convocado possa conciliar a instrução militar e o trabalho ou estudo, proporcionando a milhares de jovens brasileiros, principalmente os que residem em cidades do interior do país, a oportunidade de atenderem a Lei e prestarem o Serviço Militar Inicial. [2] PIACENTI, Felipe. Primos podem se casar - Direito de Todos, 10 jun. 2014. Disponível em: <http://direitodetodos.com.br/primos-podem-se-casar/>. Acesso em: 03 dez. 2016.
