
Quintiliano Pires Martins nasceu no dia 09 de outubro de 1919, na Fazenda Mantinha, município de Palmeiras de Goiás. Filho de Manoel Pires de Moraes e de Genoveva Martins de Souza. Passou sua infância junto à sua família na Fazenda Grande ou Comprida, e perdeu sua mãe ainda jovem.
Em 1932, com 13 anos de idade, foi matriculado por seu pai em internato de Silvânia, Goiás. No internato, junto com seu irmão Leonardo e um colega, Djalma Jaime, apossaram-se da apicultura do internato e desmancharam a colmeia, retirando favos de mel, os quais levaram até o diretor e o presentearam, mas logo descobriram tal façanha.
Já com 16 anos de idade, foi para Goiânia, e estudou no Colégio Liceu de Goiânia, até concluir o secundário.
Em 1935, recebeu o certificado da Escola de Instituição Militar Preparatória, do Ministério de Guerra, na cidade de Bonfim, atual Silvânia.
Prestou serviço militar e foi reservista do Ministério de Guerra de São Paulo, em 30 de julho de 1939.
Voltando para casa de seu pai, logo conheceu Inocência Arantes Martins, namoraram e marcaram o casamento. Em 18 de janeiro de 1943 casaram-se.
Casamento consanguíneo
Inocência é filha de Manoel Pires Arantes e neta de Francisco Pires de Moraes, que é irmão de Manoel Pires de Moraes, pai de Quintiliano Pires de Moraes. Portanto, casaram-se os primos entre si, Inocência e Quintiliano.
Da mesma forma, Ozana Pires Pereira – irmã de Inocência – se casou com Leonardo Pires Martins, que é irmão de Quintiliano Pires de Moraes. Têm-se, assim, uma linhagem consanguínea, do casamento entre parentes Pires.
De acordo com o art. 1.521 do Código Civil, os primos são parentes colaterais de 4º grau e não possuem nenhum impedimento legal para se casarem (PIACENTI, 2014).
Da união entre Quintiliano e Inocência nasceram oito filhos, com uma geração de sessenta familiares:
- Emídio Pires Arantes, casado com Ana Vieira Arantes, três filhos:
1.1 Carlos Alberto Vieira Arantes, casado com Cláudia Rodrigues Arantes;
1.1.1 Felipe Rodrigues Arantes;
1.1.2 Caroline Rodrigues Arantes;
1.2 Sandra Lúcia Vieira Arantes, casada com Odilon Batista A. Junior;
1.2.1 Mariana Vieira de Alcântara;
1.2.2 Isadora Cristina Vieira de Alcântara;
1.3 Alessandra Vieira Arantes, casada com Júlio Cesar Borges;
1.3.1 Vitor Borges Arantes;
1.3.2 Daniel Borges Arantes;
- Virgilina Pires Arantes, falecida, sem geração;
- Genoveva Pires Arantes, dois filhos:
3.1 Ângela Pires de Souza, casada com Gonzalo Aníbal Cabrera;
3.1.1 Yago Pires Cabrera;
3.1.2 Yuri Pires Cabrera;
3.2 Ricardo Pires de Souza, casado com Isabel Dourado;
- Manoel Pires de Moraes, casado com Sebastiana Vieira Arantes, ambos falecidos;
4.1 Katia Vieira de Moraes, em primeira relação com Eudis Santana e, atualmente, com Rubem Anjos;
4.1.2 Aline Vieira Santana;
4.1.3 Francielly Vieira Santana;
- Amilton Pires Arantes, casado com Iraídes Pereira Arantes, quatro filhos:
5.1 Wesley Pereira Arantes;
5.2 Rogério Pereira Arantes;
5.2.1 Rogério Pereira Bentivoglio;
5.3 Leandro Pereira Arantes, casado com Lorena Pimentel;
5.3.1 Matheus Leandro;
5.3.2 Lívia Pimentel Pereira;
5.4 Leonardo Pereira Arantes;
6. Eneide Pires Soares, casada com Benedito dos Santos Soares, dois filhos:
6.1 Rodrigo Pires Soares;
6.2 Rafael Pires Soares, casado com Kalilla Almeida Caetano;
6.2.1 Christian Pires Caetano;
7 Vereneide Pires Arantes, falecida, foi casada com Eduardo Daniel Sanchez, dois filhos:
7.1 Diego Daniel Sanchez, casado com Constansa Paz;
7.2 Verônica Cecília Sanchez, casada com Damian Marcelo Terevinto Buono;
7.2.1 Ivo Terevinto Sanchez;
- Lucélia de Fátima Pires Arantes, casada com Jose Maria Ferreira, dois filhos:
8.1 Jorge Eduardo Ferreira Arantes, casado com Laila de Campos Parreira;
8.1.1 Marina Parreira Arantes;
8.1.2 Matheus Parreira Arantes;
8.2 Juliana Arantes Ferreira.
Quintiliano teve uma vida de muita luta, honestidade e integridade. Na Fazenda Sete Ilhas, em Palmeiras de Goiás, onde morava com sua família, financiou projeto agropecuário no Banco do Brasil. Trabalhou arduamente, mas não conseguiu quitar o banco. Assim, perdeu sua propriedade.
Mudou-se para Santa Helena com sua família, em 1953. Sempre batalhou com muita dificuldade financeira, sem emprego e renda fixa, para manter a família, pois todos os filhos eram menores. Porém, com muita garra, chegou a Goiânia, onde sua irmã Maria Pires indicou uma casa em Campinas, a qual comprou e para onde se mudou com a família, em marco de 1962.
Quando o candidato à Presidência da República Juscelino Kubitschek esteve em campanha política em Santa Helena de Goiás, Quintiliano falou com ele sobre a situação de sua filha Virgilina, a qual tinha sofrido um trauma na coluna, ficando paraplégica.
E, então, o candidato Juscelino escreveu de próprio punho, solicitando ao governador, naquela época, Pedro Ludovico Teixeira, que desse andamento para que se realizasse o tratamento. Dona Gercina, esposa do governador, era presidente da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, e interviu para que Virgilina tivesse o tratamento especializado necessitado, levando-a para internar no Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde ficou por 1 ano e 6 meses.
Infelizmente, em julho de 1992, manifestou um tumor no seu cérebro e, a despeito da intervenção cirúrgica a que se submeteu, veio a falecer, aos 73 anos de idade, no dia 08 de agosto de 1992.
Quintiliano Pires Martins trabalhou com retidão e arduamente em prol do melhor para sua família. Foi um homem íntegro, pai exemplar e amigo, avô e bisavô amoroso e carinhoso. Recebeu dos seus irmãos, filhos, noras, genros, netos e sobrinhos apoio e presença durante sua vida.
Diante do legado de dedicação, união e honestidade deixado por Quintiliano, as palavras são poucas para dignificar, honrar e agradecer a esse homem, esposo, pai, avô, todo nosso carinho e amor.
Goiânia, em 29 de setembro de 2016.
(Texto elaborado por Eneide Pires Soares – neta)
