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Walter Pires Sardinha, Luíza Arantes Pires, Maria Aparecida Arantes Pires de Morais e José Canuto de Morais (Foto: acervo da Família)

 

Walter Pires Sardinha nasceu em 24 de outubro de 1934, na sede da Fazenda Comprida ou Grande, no Município de Paraúna, região que hoje compõe o município de Acreúna-GO. É o último filho varão de Manoel Pires de Moraes, nascido exatamente um ano após a fundação da Nova Capital de Goiás.

Décimo quarto filho de seu pai e terceiro filho de Josefa Sardinha Pires, segunda esposa de Manoel Pires de Moraes, Water Pires Sardinha teria sua infância como os demais irmãos não fosse a precoce perda de seu pai, falecido em 23 de outubro de 1944, quando ainda não havia completado seus doze anos.

Até a orfandade paterna, sua infância foi cercada de um ambiente de muito afeto, bucólico, rodeado de uma numerosa prole sob o comando de um gentil senhor de grandes posses e notável habilidade no trato com os seus entes queridos. Seu pai era um senhor de índole pacífica, mas firme na ação com os vizinhos fazendeiros e com as autoridades da região, angariando o respeitado da comunidade.

Graças a visão de seu pai, como os demais irmãos, a escola fez parte obrigatória da infância de Walter Pires Sardinha. Estudou em Paraúna e mesmo após a morte de seu pai, sua mãe, Josefa Sardinha Pires o fez continuar os estudos e concluir o primário, em Rio Verde, quando para lá se mudou com seus filhos, depois de enviuvar.

Antes de completar vinte e um anos, em 28 de junho de 1955, na Igreja São Sebastião de Rio Verde, Walter se casou com a jovem costureira Maria Tenezir Guimarães Pires, com quem teve dois filhos, nascidos em Rio Verde: Wagner Guimarães Pires, nascido em 30 de março de 1956, e Vânia Cesário Pires, nascida em 30 de setembro de 1958. Mais tarde, quando já moravam em Goiânia, o casal adotou Márcia Rosinei Guimarães Pires.

O filho primogênito de Walter foi vítima de latrocínio, em 27 de outubro de 1979, quando fazia entrega dos produtos da empresa Pepsi-Cola, para quem trabalhava como motorista, no Bairro São Francisco, em Goiânia. Wagner perdeu a vida precocemente, deixando a viúva Sandra Maria Guimarães Pires e os filhos Renato e Daniela Guimarães Pires.

Não bastasse a tragédia com o filho Wagner, Walter perdeu também a filha, em 21 de junho de 1983, em acidente automobilístico, que ceifou quatro vidas: a sua filha Vânia, o genro José Cesário Vieira, a neta e filha de Wagner, Daniela Guimarães Pires, além da empregada da família, Divina.

Com os falecimentos de Wagner e de Vânia, ficaram os netos Renato e Fernanda Cesário Pires de Menezes, que foram criados pelos avós Walter Pires Sardinha e Maria Tenezir.

As perdas de vidas humanas em trágicos acidentes e episódios repercutem na sociedade. Nos velórios, bastante concorridos, os amigos e conhecidos rezaram e choraram pelas almas dos entes queridos. A dor dos pais e dos avós foi confortada pelos familiares e pela comunidade de maçons da loja a que pertencia Walter Pires Sardinha. A solidariedade dos amigos e familiares se mostrou importante para amenizar a dor avassaladora que acometem os familiares, em momentos tão trágicos.

A filha adotiva Márcia Rosinei presenteou o vovô Walter Pires Sardinha com duas netas, Lorrane e Lorena Guimarães Miranda; do neto Renato Guimarães Pires, o bisavô Walter ganhou a bisneta Yasmim.

Walter Pires Sardinha é um exemplo de homem trabalhador, honesto, cumpridor dos seus deveres, leal e companheiro. À época do seu casamento, Walter Pires Sardinha ganhava a vida como caminhoneiro, fazendo fretes com seu caminhão em Rio Verde. Em 1960, empregou-se no Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Goiás – DERGO. Mudou-se com a família para Pires do Rio, e lá permaneceu durante quase uma década. No final do ano de 1970, mudou com a família para Goiânia.

Na capital do estado, recebeu abrigo na casa da sua irmã Amélia Pires Sardinha e do cunhado Osmar Martins Barros, que compartilharam a moradia, no Setor dos Funcionários, por quase um ano, com a sua família.

Walter realizou o sonho da casa própria, adquirida no Setor dos Funcionários, em Goiânia, em dezembro de 1971, como fruto do esforço de uma demanda, de quase três décadas, contra um desonesto advogado de Rio Verde, que se apropriou ilegalmente da herança da Fazenda Grande ou Comprida.

Aposentou-se como motorista do DERGO e, após se separar, contraiu novo matrimônio com a Senhora Lisonita, com quem vive desde então, que lhe dedica carinho e zelo ao alimentá-lo, providenciar assistência médico-farmacêutica e mantê-lo confortável em sua cadeira de roda.

Com a mesma idade de Goiânia, Walter Pires Sardinha é o único filho vivo de Manoel Pires de Moraes. Residente no Setor dos Funcionários, em Goiânia, já não possui a memória que tanto nos faz falta neste resgate da saga de seu pai, mas que aos poucos vai sendo registrada com a participação de seus descendentes, na elaboração da arvore genealógica dos Pires, no registro das biografias dos seus descendentes, associadas às contribuições ao desenvolvimento das diversas áreas da sociedade goiana.

Goiânia, em 31 de outubro de 2016.

(Texto elaborado por Eliomar Pires Martins, com participação de Osmar Pires Martins Júnior e dados fornecidos pela primeira esposa, Tenezir, e pela atual, Lisonita).